Prefeitura, em parceria com Ijoma e Lacen, capacita profissionais para análise de amostras para detecção de ISTs

Identificação biológica é voltada para clamídia e gonorreia, infecções causadas por bactérias que podem atingir os órgãos genitais masculinos e femininos.

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A Prefeitura de Macapá, em parceria com Instituto Joel Magalhães (Ijoma) e Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen), realizou o treinamento com enfermeiras das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. O intuito de capacitar os profissionais é para aumentar o atendimento diagnóstico e tratamento das pessoas com infecção sexualmente transmissíveis.

A capacitação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), é voltada para clamídia e gonorreia, infecções causadas por bactérias que podem atingir os órgãos genitais masculinos e femininos. A clamídia é comum entre adolescentes e adultos jovens, causando graves problemas à saúde, já a gonorreia pode infectar o pênis, o colo do útero, o reto (canal anal), garganta e os olhos.

O coordenador de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Aids (IST-AIDS) do município, Fernando Oliveira, explica os danos causados à saúde quando não é realizado o tratamento. “Essas doenças podem causar infertilidade [dificuldade para ter filhos], dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros”, explicou Fernando.

A secretária de Saúde do Município, Karlene Lamberg, explica como irá funcionar. “O Lacen irá disponibilizar os kits e fazer a análise das amostras. A prefeitura vai coletar o material e receber o resultado, ficando responsável também por tratar os pacientes”, afirmou.

Para a enfermeira da UBS Dr. Lélio Silva, Kaline Almeida, o curso permite que os profissionais realizem o atendimento minucioso e mais completo à população.

“Através desta capacitação é possível realizar uma avaliação minuciosa da saúde sexual e reprodutiva de homens e mulheres, em idade fértil e principalmente o trabalho com as gestantes, tratando elas de forma correta, no intuito de evitar possíveis complicações na hora do parto, tanto para a mãe, quanto para o bebê”, frisou a profissional de saúde.

Ainda de acordo com a enfermeira, o índice de gestantes com gonorreia é alto. “Corrimento e secreção vaginal são recorrentes. Estávamos trabalhando com esse público às cegas, pela falta do exame especifico para diagnostico da gonorreia e da clamídia. Agora, com o fornecimento dos kits, vai melhorar muita a nossa assistência à saúde, para diagnóstico e tratamento de forma adequada”, pontuou.

Atualmente a única forma de detectar os microorganismos de clamídia e gonorreia no município é através do esfregaço cervical da coleta do PCCU, exame destinado apenas para mulheres, com um tempo de resultado em até 45 dias.

O exame especifico para análise de amostras biológicas para detecção de clamídia e gonorreia tem um tempo de espera de no máximo 15 dias, sendo, inicialmente, as unidades contempladas para coleta biológica: UBS Lélio Silva, em parceria com instituto Ijoma; e o Centro de Especialidade Dr. Papaléo Paes.

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